03/01/2012

O reality "Mulheres Ricas", que estreou ontem na Band, tinha tudo para ser divertido, no mínimo pitoresco, mas escorregou um pouco para o patético. Ficou difícil entender porque mulheres tão bem resolvidas financeiramente se prestaram à tal exposição.
As cinco participantes foram escolhidas a dedo. A empresária Val Marchiori, que ao escolher o seu novo avião (avaliado em trinta milhões de reais), declarou: "é tão bom fazer comprinhas, né?". A arquiteta Brunete Fraccaroli, que por sua vez confessou: "eu não poderia viver sem tomar água Perrier todos os dias". A joalheira Lydia Leão Sayeg, que decretou convicta: "eu acho que todo o mundo tem que almejar ser rico". A 'socialite' carioca Narcisa Tamborindegui, que afirmou com serenidade "eu não sou uma pessoa normal...assim, como eu deveria ser". E a piloto de Fórmula Truck, Débora Rodrigues, que pareceu a mais centrada de todas: "comigo não tem esse negócio de champanhe às dez da manhã".
O que as pessoas fazem com o seu dinheiro é um direito delas e só delas. Ninguém tem nada a ver com isso. Desde que elas não venham arrostar as suas extravagâncias em rede nacional. Aí as pessoas vão, sim, se achar no direito de julgar. E lembrar da desigualdade social, etcétera e tal. Muito provavelmente todas elas têm algum belo trabalho benemerente. Mas, talvez pela tensão de ser o primeiro episódio, o que podia até ser curioso, pareceu um tanto arrogante.
O reality "Mulheres Ricas", que estreou ontem na Band, tinha tudo para ser divertido, no mínimo pitoresco, mas escorregou um pouco para o patético. Ficou difícil entender porque mulheres tão bem resolvidas financeiramente se prestaram à tal exposição.
As cinco participantes foram escolhidas a dedo. A empresária Val Marchiori, que ao escolher o seu novo avião (avaliado em trinta milhões de reais), declarou: "é tão bom fazer comprinhas, né?". A arquiteta Brunete Fraccaroli, que por sua vez confessou: "eu não poderia viver sem tomar água Perrier todos os dias". A joalheira Lydia Leão Sayeg, que decretou convicta: "eu acho que todo o mundo tem que almejar ser rico". A 'socialite' carioca Narcisa Tamborindegui, que afirmou com serenidade "eu não sou uma pessoa normal...assim, como eu deveria ser". E a piloto de Fórmula Truck, Débora Rodrigues, que pareceu a mais centrada de todas: "comigo não tem esse negócio de champanhe às dez da manhã".
O que as pessoas fazem com o seu dinheiro é um direito delas e só delas. Ninguém tem nada a ver com isso. Desde que elas não venham arrostar as suas extravagâncias em rede nacional. Aí as pessoas vão, sim, se achar no direito de julgar. E lembrar da desigualdade social, etcétera e tal. Muito provavelmente todas elas têm algum belo trabalho benemerente. Mas, talvez pela tensão de ser o primeiro episódio, o que podia até ser curioso, pareceu um tanto arrogante.
| Marisa Cauduro/Folhapress | ||
| Lydia Sayed, Val Marchiori e Brunete Fraccaroli durante gravação do reality show "Mulheres Ricas" na Casa Cor Trio |



